segunda-feira, 16 de agosto de 2010

as sirenes sonham, embalam, fazem-nos tremer quando menos esperamos

as sirenes sonham, embalam,
fazem-nos tremer quando menos esperamos.
fazem-nos acreditar que o amor existe,
que a paz existe.

pássaros no céu movem-se ao som da música das sirenes
embalado encontro-me num sonho profundo,
na estreia de um sonho, onde te encontras presente.

por esses vales, montes e montanhas caminhamos,
sicrónica e diacrónicamente.

o acreditar faz-nos sonhar,
faz-nos acreditar que o amanhã é possível.
e que o sonho pode existir enquanto pudermos amar.

sussurar doce do pássaro, faz-me estremecer.
sonhar, vibrar.

atiro pedras para um lago.
um lago com esbeltos e formosos peixes.
onde cisnes bailam,
e unicórnios voam pelo céu.

o pássaro encontra o unicórnio,
e juntos caminham,
lirica e freneticamente,
por esse mundo fora.

por esse universo,
por essa vida,
por essa dimensão existencial.

juntos como um todo,
como um tudo

meteoritos circunscrevem constelação
constelações e planetas pairam
como gazes como fragmentos,
da imaginação do arquitecto.

o amor existe, e persiste.
sonhamos com a vitória,
com a justiça, com a igualdade.

as folhas das árvores movimentam-se ao som da sirene,
enquanto o o unicórnio e o pássaro voam pelos céus.
enquanto tu sonhas,
enquanto eu sonho,
enquanto sonhamos.

a quimera dourada desfaz-se em cinzas.
as cinzas florescem nos campos.
e novo ouro nasce
como cearas de trigo.

observo-te insavelmente,
e tu observas-me
somos observados.

o amor prevalece entre nós até ao fim dos tempos.
celebramos o amor ao som de uma canção
que nos enche de esperança e nos faz rejubilar de alegria.

atiramos pedras para o lago
o unicórnio e o pássaro voam juntamente com os cometas.

o amor rejubila
a paz rejubila
tudo rejubila,
ao som da cítara
do criador.

a casa não é perfeita.
mas enquanto lutarmos pela perfeição,
com ela podemos sonhar.

e boas noticias surgem
através dos dias e dos tempos.

as folhas das árvores movimentam-se ao som da sirene,
enquanto o o unicórnio e o pássaro voam pelos céus.
enquanto tu sonhas,
enquanto eu sonho,
enquanto sonhamos.

feedbacks inexoráveis (...) do tempo de agora.

feedbacks inexoráveis
loops do outrora
memórias vazias
do tempo de agora.

o coração bate.
a voz sai lentamente do corpo,
expremendo o suor,
a dor, do sofrimento de amar

pulsos repetidos
do vazio
repetem-se continuamente ao sabor da mente

ela esquece-se
e lembra-se que sei.

ela lembra
e esquece que sabia

as pausas
a ligação

a ligação das pausas
as pausas da ligação
a ligação ligada
e as pausas pausadas

cai a frente dela
perdidamente chorando
entre o juizo do que fiz
do que disse
do que pensei.

pulsos repetidos
repetidos pulsos
o bater do coração caminha.
caminha o bateria do coração

o jogo não está perdido
e perdido não está o jogo
dá-me uma oportunidade
de te amar, de te fazer feliz,
de nos fazer felizes.

lágrimas caem metricamente
como colcheias sobrepostas a um trémolo vingente.

não há maneira de falar
não há meneira de sentir
não ha maneira de partilhar
o bater do coração.

o movimento continua
repetidamente
calmamente
suavamente.

continua como quem mente
a si mesmo
ao sabor da vida.

a vida não está perdida
e perdida está a vida.

o movimento continua
repetidamente
calmamente
suavamente.

a voz solta-se do corpo
feedbacks inexoráveis
loops do outrora.

cai a frente dela
e ela não se apercebeu.
a mente é uma cama vazia.

a voz solta-se do corpo
feedbacks inexoráveis
loops do outrora.
a mente é uma cama vazia.

tudo está longe da verdade
acima do telhado.
vigente nos céus de outra
e no presente do agora.

amar não é fácil
difícil e perceber.
porque falhamos
porque erramos.
porque não estivemos presentes.

a voz solta-se do corpo
feedbacks inexoráveis
loops do outrora.
a mente é uma cama vazia.
porque não estivemos presentes.
quando precisávamos de alguém
e quando alguém de nós precisava.

o jogral, essa maquievéilica figura.

o jogral, essa maquievéilica figura.
triste, é certo,
caminha pela praça como quem caminha pelo vazio.

um vazio preenchido pelos cânticos mercantis
que com as cruzes caminham ao peito
trespassando o vento, o mar e o céu.

certamente que num gesto frenético caminham sincronicamente.
dialeticamente talvez.
outrora ideomáticamente.
jograis do amanhã
que com o passado de outrora
mentem ao vento do presente.

o sonho caminha obstante.
presente, mas transfigurado.
a amada, essa linda e esbelta figura.
caminha junto com a amiga.

encabeçada por prazeres ocultos.
de um amanhã vigente nos prazeres de outrora
a cítara melancólica,
reproduz belas melodias acompanhadas pela gamba
gambás ao pequeno ao almoço, trazidas pelos pequenos pequenos pescadores.
grandes Homens do tempo de outrora.
Iguais a muitos outros com as suas âncoras ao peito.
dilacerando ventos, tempestades e adamastores.

Os peitos, belos peitos, transfiguram a ruralidades, a etnografia,
e o presente momento da esperança de outrora
O tambor a seus males canta como quem os espanta.

certamente caminho como quem anda.
como quem corre, como quem voa.

certamente sonho
com a chama de eros
que acende a meu peito
o coração da amada.

a saudade caminha
paprelalamente, frisando a estática.
a estática da metafísica dos costumes.
dos costumes, da moral, da ética e do dever.
que etica e perneticamente trazem frutos do amor.

do amor e da esperança do amanhã
vigente nos dias de outrora
que com ou sem sentido
fazem a alma sonhar.

sonhar com algo.
ou com nada
com o tudo
ou com nada.
com o infinito
e com o finito

com o prazer da mente
e a mente do prazer.
que com seus males espanta
quem os abençoa.

o jogral olha a senhorita.
a senhorita olha o jogral

os dois caminham parlamente
na estática da metafísica do prazer de outrora.

que com seus males encanta
quem os espanta.

e liricamente
na imensidão do amor.
do amor que dez anos dura.
e que resite e é imortal à distância,
ao tempo, e à imensidão dos dias.

que encanta quem os abençoa.
e abençoa que os canta.

amanhã existe.
contigo a meu lado.
contigo sempre presente.
no prazer da mente.

e a chama acesa
despera o amor
e o amor silenciado
segue.

freneticamente gesticulo a eros
com a cura inexorável do futuro.

e a cura inexorável
do presente.

dialetica, ideomáticamente, sincrónica ou sincreticamente falando.
anteponho a progressão da regressão ao paralelismo da estática da metafísica.

porque me abandonas quando preciso de ti.
quando sonho contigo.
e paro de sonhar
cegamente finjo
imito finjindo
e sonho com o amanhã

o amanhã vigente
dos dias de outrora.

cantos do mar
acesos na chama do amanhã
carregam as cruzes
dos tempos de outrora

talvez amanhã
ou talvez um dia

talvez agora
ou talvez nunca

esteja contigo
contigo a meu lado
e contigo presente
nos ventos de outrora

quem vê como quem abençoa
e quem abençoa como quem vê
a citara que se apaga

a gamba triunfante.
caminha pelo deserto
o deserto presente nos ventos de outrora

talvez um dia saiba
ou talvez nunca venha a saber

o que sinto
o que sentes

O que sentimos

emoções passam a sentimentos
e sentimentos passam a emoções

como quem antevê o tempo de outrora.

os camelos do deserto
do deserto os camelos
dos camelos para os camelos
e do deserto para o deserto

o amor triunfa e vence
a saudade

o estigma de outrora
da lugar a absurda cura do presente
que conosco cammina
e que conosco aceso vive..

o amor do amado.
a negação da amada.

a cura do presente
da lugar a cura do passado
que conosco darà lugar a projecção do futuro

futuro incerto
certo
ou inexorável

porque sinto e pressinto o amor
no fim de uma tarde de verão

o sonho de uma noite de verão vive
o despertar da noite
da lugar a madrugada

o soldado encontra-se a beira de um abismo evidente.

o soldado encontra-se a beira de um abismo evidente.
a escuridão apodera-se da sua vontade
que corrompe as suas vísceras num jeito frenético
enquanto o prazer da carne evidencia o despertar de uma nova madrugada

no talho da besta, cadáveres desfigurados,
trespassam numa fila pendurados.
o prazer da carne evidencia o despertar do apocalipse

a lepra corroi as visceras fálicas,
enquanto a enércia do talhante
representa a alegoria da podridão da carne

a podridão da carne sonha, nasce, e alcança um vazio eminente,
que, quando ofuscado pelas trevas mutilantes,
conduz o vómito dilacerante num gesto frenético de uma chacina dogmática.

o preconceito de um amanhã vazio,
torna o prazer ainda mais sadio
de gesto venenosos na procura de um navio

um navio fantasma que carrega coração mutilados
pelas trevas de thanatos

eros esse meticuloso impulsionador de um líbido sonhador
morre, crucificado, num altar psiquiátrico.

os destroços de sexta feira, ofuscam, matam e dilaceram.
o prazer da carne anteponhamos
à absurda cura do passado
que connosco caminha, agarrado à nossa carcaça.

falo falicamente como quem sensualmente mente.
a cura, a miséria, a tristeza e a podridão do vazio.
um vazio triunfal que cega

cega os que não querem ver.
e ilumina os que ver querem.

a luz ofusca a escuridão.
e a escurdião ofusca a luz..
a luz ofusca a luz.
e a escurdião ofusca a escuridão

digo a verdade dizendo a mentira
e digo a mentira dizendo a verdade
minto dizendo a mentira
e digo a verdade pensado na verdade.

o coraço trêspaça o verme
o verme é trespassado pelo coração

a chama trespaça o espirto
e o espirito trespaça a chama

1, 2, 3, 5, 8, 13, 21
21, 3, 2, 1, 8, 5, 13

gestos encefálicos corroem árduamente o vazio destilado
o vazio destilado corroi levemente os gestos encefálicos.

sem sentido mentido à verdade
e à verdade minto sem sentido

porque a absurda cura do futuro
trespassa-me sem igual

e o Homem, nú de preconceitos, caminha,
por um novo amanhã, sem igual

como quem sonha com a mutilação da mente

a mutilação da mente sonha
sonhando com a mutilação da mente

gestes venenos, árduos, e ofuscados,
matam o poeta da desgraça, num gesto frenético de procura do amanhã

o amanhã não existe, talvez o passado também não.
mas talvez o presente sim.
Ou não

o tempo existe?
essa constante neurótica, prismática.
ofusca deltamente os sonhos do pressente

amanha existe, e o ontem existirá, talvez amanhã existira.

como quem não quer a coisa, sonho, como quem mente
e minto como quem sonha

a mutilação dos vermes
os vermes mutilados
os cerébros trespassados
o amanhã transfigurado
a alma ilumada
e a lua cheia apagada

sonham como mente e mentem como quem sonha

talvez ainda não saiba, ou talvez saberei
que o azul nasce nas trevas, e das trevas vem para o céu.

a floresta cinzenta caminha por um amanhã transfigurado.
um amanhã transfigurado caminha por uma floresta cinzenta

a quimera dourada trespassa-me o peito
e o peito é trespassado pela quimera dourada

flamejante, ardente, triunfante.

o teste da verdade
a verdade do teste

caminham por um amanhã perdido
perdido na mente mutilada.

e no sangue ensanguentado

o poeta almejado ao presente
caminha num gesto frenético,
como quem não quer a coisa.

os livros, cinzentos e carregados,
fundem-se com as nuvens de outrora.

talvez um dia saberia.
ou talvez agora.
ou talvez num instante
ou talvez nunca

vicio da mente trespassa suicidios sonhadores
chamas perdidas num veneno de outrora

os gestos transfiguradamente mutilados
de um amanhã inexistente
caminham ofuscando as trevas de sade.

errrrssssssss
teuiiiiiiii
lvssssssssssss

one joy, one suffer.

os convites para o cortejo animalesco
trespassam almas mutiladas num desejo ensanguentado de prazeres de outrora

as nuvens carregadas fundem-se com a metafísica estática.

o poeta da desgraça junta-se com o profeta da vitória

as vezes sinto
as vezes vejo
as vezes pressinto

chamas iluminadas e suicidios sonhadores
a esperança iluminada de um vazio de outrora.

o santo sádico,
porque me persegues?
- pergunta o poeta da desgraça

porque fico com os genitais a arder de prazer
- responde o profeta da vitória

a visão apocalíptica do prazer de outrora
mutila mentes iluminadas
com as trevas do agora

o prazer da cura vale pela desgraça
do momento de outrora

talvez um dia saiba, pense, ou pressinta.
a luz da pessoa que comigo caminha

porque no afinal o amor vence e a chama de eros
trespassa o prazer de thanatos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

frases lindas

“Quality is never an accident; it is always the result of high intention, sincere effort, intelligent direction and skillful execution; it represents the wise choice of many alternatives.” William A. Foster

"(…) if you came this far you'll be able to come a little further (…) remember, hope is a good thing, maybe the best of things, and no good thing ever does" (Shawshank redemption)

there is a light and it never goes out

"The mistery of love is just greater than the mistery of death" (oscar wilde)

"a existência é um todo, caótico, que quando sistematizado, compreende padrões, e que foi criado e compreende tudo o que está entre uma super-micro estrutura (acima do infinitésimo), e abaixo de uma super-macro estrutura (tudo o que se encontra abaixo do infinito). este todo encontra organizado em estruturas, que compreendem redes (grafos) de planos micro e macro-estruturais (fractais), e que são geradas através do balanceamento de permutações, que está na base do princípio da dualidade em movimento."
tiago morgado

sometimes

sometimes

Sometimes I did, do, and will.
Sometimes I didn't, don't, and won't.
Sometimes I think I did, do, and will.
Sometimes I think I didn't, don't, and wont.

Tiago Morgado

sábado, 3 de julho de 2010

roubar quotes aos amigos

roubando a citação ao meu amigo carlos,

"The curious paradox is that when I accept myself just as I am, then I can change."

Carl Rogers