terça-feira, 17 de agosto de 2010

aos poucos esqueci-me dos prazeres da mente.

aos poucos esqueci-me dos prazeres da mente.

(…)

aos poucos esqueci-me dos prazeres da mente.

(…)

aos poucos esqueci-me dos prazeres da mente.

(…)

aos poucos esqueci-me que o cosmo desintegra-se suavemente

(…)


aos poucos esqueci-me que o cosmo desintegra-se suavemente

(…)


aos poucos esqueci-me que o cosmo desintegra-se suavemente

(…)


aos poucos esqueci-me que o cosmo desintegra-se suavemente
aos poucos esqueci-me dos prazeres da mente.

(…)

o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.

algures no meio da multidão,
a luz apaga-se,
carros, máquinas, comboios e aviões,
e entramos para a saida
fazem-nos acreditar que o amor existe,

o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.

por essa dimensão existencial.
fugimos, escondem-nos,
repetidamente
calmamente
suavamente..

o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.

certamente caminho como quem anda.
dialetica, ideomáticamente, sincrónica ou sincreticamente falando.

o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.

algures no meio da multidão,
dialetica, ideomáticamente, sincrónica ou sincreticamente falando.
fugimos, escondem-nos,
e entramos para a saida
suavamente..

o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.
o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.
o cosmo desintegra-se suavemente como quem não quer a coisa.

algures no meio da multidão

algures no meio da multidão,
gestos circunscritos
por diálogos incandescentes,
cegam aqueles que não querem ver.

o ranger de portas,
abria uma luz evidente,
que nos trazia,
memórias incandescentes.

num gesto rápido
olho à minha volta,
e vejo a cassete a ser rebobinada,
a grande velocidade,
com as memórias a circunscreverem
os prazeres da mente.

a luz apaga-se,
a noite chega,
as portas rangem novamente,
a escuridão aproxima-se.

fico circunscrito a mim mesmo.

enquanto o tic-tac dos relógios,
me ensurdece num gesto sádico.

num gesto sádico, onde o pulsar das constelações,
irradia uma aura incandescente.

a repetição leva-me à loucura,
a loucura leva-me à repetição.
rapetição é repetida.
e a loucura enlouquece.

pulsos,
gestos,
tic-tacs dos relógios,
luz,
escuridão.

voo a grande velocidade pelo interior da minha mente.
e caminho ansiosamente pelo esplendor do poente.

a repetição leva-me à loucura,
a loucura leva-me à repetição.
rapetição é repetida.
e a loucura enlouquece.
voo a grande velocidade
pelo interior da minha mente.
e caminho ansiosamente
pelo esplendor do poente.

a sede do agora ofusca-me,
mata-me e circunscreve-me.

a repetição leva-me à loucura,
a loucura leva-me à repetição.
rapetição é repetida.
e a loucura enlouquece.
voo a grande velocidade
pelo interior da minha mente.
e caminho ansiosamente
pelo esplendor do poente.
a sede do agora ofusca-me,
mata-me e circunscreve-me.

o palhaço encontra-se no meio do circo.
vazio, com as luzes apagadas,
e uma luz que o ilumina.
o clarão cega a plateia,
que na esperança de o ver,
sente o prazer da ausência.

a sede do agora ofusca-me,
mata-me e circunscreve-me.
num gesto sádico, onde o pulsar das constelações,
irradia uma aura incandescente.
voo a grande velocidade pelo interior da minha mente.
e caminho ansiosamente pelo esplendor do poente.

o ranger de portas,
abria uma luz evidente,
que nos trazia,
memórias incandescentes.

a luz apaga-se,
a noite chega,
as portas rangem novamente,
a escuridão aproxima-se.

chamas incandescentes voam pela estratesfera da mente.
que num gesto de esperança, imagina paisagens.
paisagens que outrora inspiraram os impressionistas da decadência.

um dia olhei para o espelho e pensei

um dia olhei para o espelho e pensei:
Encontrei-me!!!

ou talvez não,
talvez fosse uma miragem.
Uma miragem apavorada,
cega, surda e muda,
rindo-se satiricamente de mim.

e pensei,
hum, hoje vou fazer qualquer coisa.
mas isso implicava…
Outra coisa!!!

Outra coisa que me estava de momento a faltar,
como alguém que não quer respirar,
respirar do prazer do agora,
e esquecer o passado e o amanhã.

porque o amanhã não existe e o passado também não,
quiçá, o tempo!!!

mas cego, surdo e mudo,
ria-me freneticamente de mim.

carros, máquinas, comboios e aviões,
passavam pela cidade a grande velocidade.
as luzes moviam-se a grande velocidade.

talvez um dia saiba,
ou talvez outrora não(…)
qualquer coisa!!!

já saindo de casa, dirigia-me freneticamente em direcção à praia.
no meu carrinho vermelho.

porque azul é o mar
e vermelho é o fogo.

mas ri-me e apercebi-me.
apercebi-me que:

azul é o fogo
e vermelho é o mar.

num mundo fantasia nutria e surtia sonhos desiguais
apavorado pelos prazeres de outrora.

o vento batia-me na cara.
e satiricamente,
caminha em direcção ao infinito.

ao infinito do céu,
do mar,
e do além.

no além transfigurado pelos prazeres do agora.
via-te, e via-me.
via-nos.

como quem quem não quer ver.
porque os que não querem ver cegos ficam.
e iludamos são os que o querem.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010







saimos para a entrada e entramos para a saida

saimos para a entrada
e entramos para a saida
entramos na entrada e entrada
e saímos da saída

fugimos, escondem-nos,
de algo ou de alguém.
do tudo ou do nada.

procuramos, alcançamos.
alcançamos, procuramos.
procuramos, procurando.
e encontra-mo-nos encontrando.

respiramos, ofegantemente,
cantamos uma canção,
projectamos sonhando
e sonhando projectamos.

a eternidade
o amor
a glória
a plenitude.

choramos sorrindo
sorrimos chorando
choramos chorando
e sorrimos sorrindo

caimos, tropeçamos.
levantamo-nos, ajeitamo-nos.
e sonhamos com o amanhã.

viajamos no amor.
e no amor viajamos.

sem surpresas alcançamos.
outras vezes perdemos.
no final estamos juntos,
ou separados.

cansados, infelizes.
restabelecidos, e realizados.

caminhamos, procuramos o caminho.
procurando-nos a nos mesmos.
ao tudo ou ao nada.

num deserto imenso, com sede e sem água.
ergue-mo-nos perante a pirâmide,
perante a esfinge,
ou quiçá.

nús de preconceitos,
livres pensadores.
puxamos atrás a cassete,
e vemos o filme das nossas vidas.

as sirenes sonham, embalam, fazem-nos tremer quando menos esperamos

as sirenes sonham, embalam,
fazem-nos tremer quando menos esperamos.
fazem-nos acreditar que o amor existe,
que a paz existe.

pássaros no céu movem-se ao som da música das sirenes
embalado encontro-me num sonho profundo,
na estreia de um sonho, onde te encontras presente.

por esses vales, montes e montanhas caminhamos,
sicrónica e diacrónicamente.

o acreditar faz-nos sonhar,
faz-nos acreditar que o amanhã é possível.
e que o sonho pode existir enquanto pudermos amar.

sussurar doce do pássaro, faz-me estremecer.
sonhar, vibrar.

atiro pedras para um lago.
um lago com esbeltos e formosos peixes.
onde cisnes bailam,
e unicórnios voam pelo céu.

o pássaro encontra o unicórnio,
e juntos caminham,
lirica e freneticamente,
por esse mundo fora.

por esse universo,
por essa vida,
por essa dimensão existencial.

juntos como um todo,
como um tudo

meteoritos circunscrevem constelação
constelações e planetas pairam
como gazes como fragmentos,
da imaginação do arquitecto.

o amor existe, e persiste.
sonhamos com a vitória,
com a justiça, com a igualdade.

as folhas das árvores movimentam-se ao som da sirene,
enquanto o o unicórnio e o pássaro voam pelos céus.
enquanto tu sonhas,
enquanto eu sonho,
enquanto sonhamos.

a quimera dourada desfaz-se em cinzas.
as cinzas florescem nos campos.
e novo ouro nasce
como cearas de trigo.

observo-te insavelmente,
e tu observas-me
somos observados.

o amor prevalece entre nós até ao fim dos tempos.
celebramos o amor ao som de uma canção
que nos enche de esperança e nos faz rejubilar de alegria.

atiramos pedras para o lago
o unicórnio e o pássaro voam juntamente com os cometas.

o amor rejubila
a paz rejubila
tudo rejubila,
ao som da cítara
do criador.

a casa não é perfeita.
mas enquanto lutarmos pela perfeição,
com ela podemos sonhar.

e boas noticias surgem
através dos dias e dos tempos.

as folhas das árvores movimentam-se ao som da sirene,
enquanto o o unicórnio e o pássaro voam pelos céus.
enquanto tu sonhas,
enquanto eu sonho,
enquanto sonhamos.