sábado, 28 de agosto de 2010

"Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?"

fernando pessoa

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

num por do sol brilhante

num por do sol brilhante
num ápice do despertar da noite
ouço o mar, vejo as nuvens o céu.

e penso o quanto pequenos somos
na dimensão daquilo que é o universo.

penso no facto de estarmos ligados
e pertencermos a um todo que nos transcende

penso no amor
na paz
na serenidade

em mim
em ti
nele
nela
em nós
em vocês
neles

sinto o amor.
o amor que sinto por ti.
que vive dentro de mim
e que me faz viver.

viver e sonhar com o amanhã

com um amanhã
em que os sonhos
se tornam verdade.

se realizam,
realizando-nos.

e realizando-nos permitem-nos tornar-mo-nos
em Homens e Mulheres melhores
na busca da perfeição que não existe

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

distante de ti

distante de ti
distante do equinocio.
distante da lua.
do sol, das estrelas.

da luz que irradia o teu rosto
e que me faz sonhar e acreditar.
acreditar em tornar o impossível possível

com a força do amor.
do sonho.

da imensidão daquilo que sinto por ti.
do vazio que sinto quando estou sozinho sem ti.
da aura que sinto quando me encontro a teu lado.

o prazer de amar.
sem contudo ser amado.

sonhar com estar junto a ti
na imensidão do vazio do tempo.
do tempo do agora. perpetuado.

sonho com um mar pétalas
a envolver-nos.

sonho com a felicidade.
com o ter-te a meu lado.

a beleza do teu rosto.
daquilo que és.
e que para mim representas.

a imensidão do amor.
da paz. da glória.

distante da lua.
do sol, das estrelas.
da luz que irradia o teu rosto
da imensidão daquilo que sinto por ti.
o prazer de amar.
sonhar com estar junto a ti
sonho com um mar pétalas
sonho com a felicidade.
a beleza do teu rosto.
daquilo que és.
a imensidão do amor.

do amor que sinto por ti.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

deus é cão, raivoso e tenbroso.

por entre as margens do nilo
espíritos sadios da carne de quem mente
de quem mente e não sente

criam, destroem,
dostroem e criam.
criam criando.
e destroem e destruindo.

a carne,
a podridão
a demência.
a loucura.

deus é cão, raivoso e tenbroso.
arderá no fogo do inferno.

circunscrito pela besta.
pela besta que tenta
e que come a sua mente.

destrói
irradia
espalha
a escuridão.

a loucura.
a guerra
a morte.

o rosnar acorda os soldados.
soldados dos arcanjos caídos.

a carne,
a podridão
a demência.
a loucura.
destrói
irradia
espalha
a escuridão.
a loucura.
a guerra
a morte.

ecos murmuram

ecos murmuram
entre a penumbra.
ao som de um piano.

um piano que mente
mas que não sente.

que sente e que mente
que mente e que sente
que mente a quem mente
e sente quem sente.

a escuridão do outrora
da noite deambulaste
na penumbra do amanhã

que caminha magicamente
ao sabor de quem mente.

ao sabor de quem sabe que sente
o seu ardor, as suas mágoas.
o ardor dos outros. das mágoas dos outros.

daqueles que provaram
o merecimento com a sua conduta.

com a dignidade
a ética
a moral
a verdade
a justiça.

ecos murmuram
entre a penumbra.
a escuridão do outrora
da noite deambulaste
que caminha magicamente
ao sabor de quem mente.

ao sabor de quem sabe que sente
o seu ardor, as suas mágoas.
o ardor dos outros. das mágoas dos outros.

daqueles que provaram
o merecimento com a sua conduta.

livros ecoam ao sabor do ente

livros ecoam ao sabor do ente.
do ente que mente e que sente
ao sabor do expoente.

memórias vazias dos tempos de outrora
soam as mágoas do agora.
do agora que foi e que virá.

que sente e que mente
ao sabor da loucura da mente.

perpetuam-se numa estática constante
num frenesim diambulante
de quem come pudim.

pudim ao pequeno almoço
ao almoço e ao jantar.

ao lanche,
a meio da manhã,
ao final da tarde
antes de dormir.

comida do espirito e da mente
do silencio do agora vingente
no vento.

o vento que vem e vai.
veio e que foi.
que virá e que irá.

estática deambulaste
pelo prazer da mente
e do expoente.

non-sense do agora.
do agora que foi e que virá

pelo prazer da mente
do silencio do agora vingente
antes de dormir.
num frenesim diambulante
que sente e que mente
memórias vazias dos tempos de outrora
livros ecoam ao sabor do ente.
ao sabor do expoente.

esfinges magneticas

esfinges magneticas
piramides da estática
fingem perneticamente
tacticamente falando

a harpa de isis,
que com melodias espanta
a loucura vingente de osiris
demente do expoente.

mente a minson e a eros
como quem quer e não quer

pedaço de areia
correndo ao sabor do vento.
do vento e do tempo
ao sabor de outrora